quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Um sentimento de culpa

No msn:

Eu: - Ai bee, que sentimento de culpa terrível!
Amigo: - Que foi? O que aconteceu?
Eu: - Muita culpa! Muita!
Amigo: - O que foi? Ai meu Deus!
Eu: - Olha só meu desespero: são 3 e meia tarde de uma quinta, tem sol, as pessoas trabalham lá fora e eu aqui, fumando um beck de cueca no meu quarto.... Olha que sentimento de culpa!!!
Amigo: - Huahauhauahauahuahauahua...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A hipocrisia da traição

Trair é algo que você não faz sozinho: você trai alguém, com alguém.
E ser traído também é algo que você não faz sozinho: você foi traído por alguém, que já estava com alguém.
E quando você trai duplamente?
Quero dizer, eu traía, mas acabei meu namoro porque estava sendo traído.
Hipócrita isso né?
Aconteceu há dois, desde então estou solteiro.
Descobri que ele me traía depois de 3 anos juntos.
Mas o problema era: eu fiquei sabendo, ele não.
Se ele me traiu duas vezes, eu o traí umas quinhentas.
Difícil eram os dias que eu não o traía com um estranho. Às vezes saía no meio do trabalho, e ia me encontrar com alguém, ou fazer uma putaria em local público, e proibido, pois era mais gostoso.
É o que eu digo: a pior qualidade do homem é a hipocrisia.
Assuma o que faça, e não exija aquilo que você mesmo não pode oferecer.
Tem o lado filho da puta desta história também: quer fazer? Então faça. Só não seja burro e deixe eu descobrir.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Little Miss Sunshine


Demorei pra assistir este filme do qual sempre ouvi falar bem.
Não gosto muito de comédias, mas isto sim é uma comédia!
Não é escrachado, é hiper realista, o jeito com que todas as histórias são contadas nas suas particularidades é muito interessante, o elenco é absurdo, o roteiro inexplicável!
Passou para o TOP1 dos meus filmes.
E olha que Trainspotting, Dancer in the Dark, The Beautiful Thing e Billy Elliot estavam no topo há muito tempo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O conformismo de ser pobre

Olha, não sei se estes pensamentos me farão bem ou mal, só sei que meu jeito de encarar a vida entrou muito diferente em 2008.
Eu tenho questionado coisas que jamais imaginaria um dia tê-las pensado.
Talvez seja o tão falado amadurecimento.
A verdade é que ultimamente tenho dado menos importância pro dinheiro.
Isso pra mim sempre foi uma briga interna, pois sempre me matei de trabalhar não pra ficar rico, mas sim pra ficar milionário. Nunca sonhei em ter uma vidinha boa quando mais velho, com meu carro, casa, viagens. Sempre sonhei em morar numa cobertura, conhecer o mundo todo, ter um puta carro, ter meu nome nos jornais.
E dessa forma, acho que passei meus últimos 10 anos assim, vivendo numa correria sem fim em busca do dinheiro.
Trabalho, estudos, faculdades, contas, compras, trabalho, trabalho, trabalho.
Foi isso que vivi nos últimos 10 anos.
Não me lembrava da última vez que eu deitava a cabeça no travesseiro e pudesse dizer: estou tranquilo. Não tenho dívidas, meu salário dá e sobra, não tô precisando de comprar nada, não deveria estar trabalhando ao invés de descansar...
Enfim, trabalhava horas a fio, varava noites, pra depois gastar as horas de descanso me jogando em baladas, compras, e mais trabalho, pra pagar contas que nunca acabam, só crescem, porque quando elas estão acabando eu vou lá e faço contas ainda maiores.
Hoje já não sou a mesma coisa.
Sim, é recente essa mudança, mas sinto que se tornará intrínsceca da minha personalidade, um paradigma de vida.
Parece que 2008 vinha sendo preparado há anos pra se tornar "o ano mais importante da minha vida".
Eu até senti isso no final de 2007. Tudo estava uma merda, mas no meio de Dezembro, tudo começou a caminhar, como se Deus preparasse o terreno pra entrada do maravilhoso 2008.
Eu sinto que mudei nesse ano.
Hoje trabalho até menos do que deveria e aproveito mais eu mesmo.
Dívidas? Ixi, tenho de monte ainda. Mas não tô vivendo só pra elas. Tudo se acerta no final. Hoje vejo que elas podem acabar realmente. É só eu não fazer novas dívidas. Não preciso gastar tanto, por exemplo, em camisetas, em cuecas, em baladas, em drogas.
Gasto mais em coisas pra mim, e que revertem em mais calma, mais cabeça pra pensar, e me deixam mais próximos de ser alguém melhor. Comprei mais livros, vi mais filmes, li mais revistas, além de ter passeado mais, visto mais gente, entender mais as pessoas, olhado para mais coisas que eu não olhava antes.
Essa sensação, tomara, seja boa pra mim, pois por outro lado, posso apenas estar virando um acomodado de mão cheia.
E se estiver?
Qual o problema nisso?
Eu posso ser feliz assim.
Posso ser feliz sem ter a minha cobertura, sem ter meu carro de luxo.
Poderei aproveitar mais de mim mesmo, aproveitar mais dessa coisa tão boa que eu não conhecia, chamada "tempo livre".
Eu olho hoje pra trás e vejo: caralho, será que eu fiz tudo errado?
O que eu tenho hoje?
Nada!
Não tenho carro, alugo um apto, não tenho minha empresa, não tenho dinheiro guardado, não viajei, pago um monte de conta. Ah, eu tenho meu apartamento todinho mobiliado e decorado. É isso! Eu tenho um bem. Meus móveis e eletrodomésticos são um bem.
Ora... não me diga que você nunca viu um adolescente ao ser questionado o que ele pensa pro futuro dizer:
- Eu sonho um dia em ter todos meus móveis e eletrodomésticos.... Serei uma pessoa realizada.
Que merda...
É... realmente fiz tudo errado.
Ou não, como diria Caetano.
Talvez tudo que eu batalhei até hoje foi só mesmo pra comprar móveis e eletrodomésticos, e que muitas pessoas nem isso conseguiram, e que eu terei ainda que batalhar muito mais pra ter meu apto, uma poupança, um carro, viajar e fazer um monte de coisas...
Caramba.
Será que compensa mesmo?
Talvez eu não seria mais feliz trabalhando num empreguinho tranquilo, que não pagasse tanto, mas não me desse dor de cabeça, e que o pouco que eu ganhasse fosse suficiente pra eu me vestir, comer, e me divertir? E outra, talvez, se fosse assim, teria até sobrado grana pra eu já ter meu carro, ou até poderia estar dando entrada no meu apto.

E como eu conseguiria ter tido tudo isso?

Era só não ter vivido em função do dinheiro.
Era só não ter planejado meus dias em função do quanto ganharia no fim do mês.

Era só eu ter gostado mais de conviver comigo mesmo.
Eu teria sido um pobre muito feliz.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Up and Down

Minha auto-estima varia mais do que meu saldo bancário.
Tem horas que tá lá em cima.
Tem horas que tá lá embaixo.
Às vezes vou pra balada e pego uns caras que até eu desacredito. Quando isso acontece, certamente é porque estou acreditando mais no potencial e invisto em quem realmente eu quero.
Por outro lado, tem vezes que cato uns bagulhos que até meus amigos vêm me dar os parabéns pela coragem. Na maioria das vezes eu não cato bagulhos. Porque se estou com auto-estima lá embaixo, nem pra catar bagulho eu sirvo. Fico achando que ninguém olha pra mim e por isso acabo não olhando pra ninguém.
Não sei se isso é problema, porque a coisa que eu mais odeio é gente que se acha a última bolacha do pacote, mas sei lá, acho que ser confiante nunca é ruim.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Esqueci

Eu abri o blog.
Isso dá maior trabalho.
Entrei, coloquei meu login e senha, acertei (acertei!!! notem como acertar foi difícil pra mim), pra vir escrever algo.
E acreditem?
Eu esqueci o que era.
Assim, simplesmente, esqueci.
Agora tô aqui enxendo linguiça.
Só pra falar que eu fumei um e entrei aqui. Pra escrever. Algo. Algo que eu não lembro!
Não é de matar?

Ai que demora pra escrever tudo isso..

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Cariocas e o sexo

Cariocas são fascinantes, no mínimo.
É outro país dentro do Brasil.
Tudo no Rio de Janeiro funciona de uma maneira única: a maneira carioca.
O trânsito não tem regras e mesmo assim São Paulo tem mais acidentes.
Não existe lugar rico e lugar pobre no Rio.
Em São Paulo, é perfeitamente cabível encontrar pessoas que nunca passaram próximas de uma favela. No Rio, os bairros mais nobres convivem com favelas nas sacadas de seus luxuosos apartamentos.
E a geografia daquele lugar?
Até hoje eu não entendo como a Tijuca pode ter uma Barra sendo que pra mim parecem tão distantes uma da outra.
Carioca é barraqueiro. Isto é inegável. Dá escândalo onde quer que esteja. Principalmente o pessoal do morro.
Toda vez que vou pra lá, passo horas vendo algum barraco, como um expectador fanático assistindo BBB.
Mas pra mim, nada é mais intrigante do que a relação carioca com o sexo.
Aquela cidade cheira a sexo! (e a urina e creolina tb, ok)
Todo mundo anda semi-nu na rua, coisas que só acontecem em cidades mais praianas, mas no Rio é excessivo. Há algo na libido dos cariocas que está em um nível acima comparado às demais cidades litorâneas. É um verdadeiro Wild On anytime.
Por isso, concluo que, qualquer carioca, topa qualquer tipo de sexo.
Em miúdos, qualquer homem carioca trepa numa boa com outro homem.
Carioca quer sexo.
Carioca é sexo.
Independente do sexo.

sábado, 5 de janeiro de 2008

My own Party Monster

Cara, cada vez tô mais de saco cheio de balada.
Pode parecer piada, vindo de mim, que saio todo fim de semana, mas uma coisa é verdade: tenho saído muito menos do que saía antes.
E por que?
Porque tô mesmo de saco cheio de balada.
Sempre as mesmas pessoas.
Sempre os mesmos lugares.
A música nunca é a mesma, digamos. O estilo sim, pois só vou em balada que toca o som que eu gosto, no caso, um house mais pesado, estilo tribal, dark, e progressivo (Aliás, acho este ainda é o único motivo que ainda me tem feito ir pra balada: ouvir as novidades de música pra eu baixar em casa).
Quando você é apenas mais um baladeiro, uma pessoa que sai todo fim de semana, bebe, beija, encontra amigos, dança, tudo fica muito menos enjoativo.
Mas quando você é alguém como eu, tudo se torna repetitivo, ensaiado, sempre o mesmo.
Você deve perguntar: "como assim alguém como eu?"
Bom, digamos que eu conheci as pessoas certas (ou erradas) na hora certa (ou errada).
Conheci muita gente popular do meio gay de são paulo, que abriram portas de muitas coisas. Não posso negar que até portas de trabalho foram abertas, mas a maioria foi mesmo de baladas.
São pouquíssimas as baladas gays que eu pago pra entrar. Conheço os donos pessoalmente, todos os promoters, todas as pessoas que de alguma forma viraram "referência" na noite gay paulistana. Custo aceitar isso, mas acabei virando uma certa referência também.
As pessoas sabem meu nome, ou já ouviram falar de mim de alguma forma.
E quando você chega na balada, sendo o que me tornei, você sempre encontra centenas de pessoas que conhece, e saí naquela função horrível e metódica de comprimentar todo mundo. Isso até me lembra uma cena de Party Monster, um filme que mostra o nascimento da cultura clubber nos Estados Unidos, onde Michael Alig, Macaulyn Culkin, aprende de James como ser fabuloso, como chegar na noite e ser alguém, comprimentar, olhar, circular, ser visto, ser fotografado. Tem até um guia aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Party_Monster
E isso é chato!
Você não consegue ter paz na balada! Não consegue curtir!
Eu não consigo mais curtir minha vibe. Se tomo uma bala, não consigo dançar, porque toda hora vem alguém te comprimentar, ou perguntar se você sabe onde está alguém, ou o que você tomou, ou se você sabe quem tem alguma coisa pra vender...
O pior de tudo tem sido os "amigos joão-bobo". Aqueles que caem em toda balada.
Sábado agora foi assim. Era aniversário de um amigo que adoro, e ele quis comemorar no sábado a noite e depois emendar num after no domingo de manhã. Passei a balada toda cuidando mais de amigos do que me divertindo.
Um ficou 3 horas na enfermaria. Tomou GHB demais. Ficava gritando de tesão, e mais ou menos parecido com esse aqui: http://www.youtube.com/watch?v=cQ1YkUCQ1mI
Depois outro amigo passa mal. Mesma coisa, GHB. Acabou até me beijando.
Depois, já no after, mais um fica caindo no meio da pista. Tentava levar ele pra sentar mas ele não queria. Ele queria ficar ali, do meu lado, caindo no meio da pista, acabando com minha noite.
Essas e outras coisas tem me feito pensar muito mesmo se tá valendo a pena ir pra balada. Cada vez menos eu quero, e toda vez que vou, volto arrependido, com a certeza de que era melhor ter ficado em casa, fumando um, assistindo um filme.