segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Hawk is back

Hawk is back.
Pra entrar 2009 com o pé direito e um namorado embaixo do braço.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Fodeu!

Quando eu comecei a usar o Orkut eu viciei.
Depois caiu na babaquice, na rotina e eu enjoei.
Fiz dele um instrumento unicamente profissional.

Agora me rendi ao Twitter.
Fodeu!
Viciei.

domingo, 16 de março de 2008

Girl

Talvez eu esteja apaixonado por uma garota.
E o pior de tudo: talvez ela esteja apaixonada por mim.

terça-feira, 11 de março de 2008

Ser chefe

Não é legal ser chefe.
Todo mundo sempre sonha em ser chefe um dia, mas quando você é chefe, você realmente entende porque ganha mais e parece trabalhar menos.
Responder pelos outros, coordenar pessoas que às vezes não querem te ajudar, decidir sobre a vida de alguém (sim, você tem poderes sobre a vida das pessoas - experimente demitir alguém sem pensar se não estará fodendo com uma família, fazendo alguém passar necessidades, ou coisas do tipo), e ainda por cima ter que sempre ser atualizado, saber de tudo e de todos, organizado, competente.
Além é claro, de ser amigo. Afinal, chefe bom tem que ser amigo, senão se fode.
É ruim saber que os outros passam o almoço inteiro falando de você.
Que te xingam pros amigos numa mesa de bar no fim de semana.
Que te colocam apelidos.
Que duvidam do seu conhecimento.
Que te acusam de ganhar mais que eles e que eles são melhores.

Se você não é chefe, coloque-se no lugar do seu.
Ser um simples empregado é quase sempre muito menos doloroso.

segunda-feira, 10 de março de 2008

O medo da Globo

Gente, o que acontece com a Globo?
Não sei se tem medo da Globo ou a Globo tem medo.

Hoje assisti uma reportagem imensa, manipuladora, sobre um julgamentozinho sobre leis de imprensa no Brasil. Óbvio, uma ação orquestrada pela Globo, e que por sua vez, julga que a sua principal concorrente (e ameaçadora de trono de líder), a Record, orquestou uma ação para se salvar de um escândalo, e que a tal ameaça seriamente a liberdade de imprensa.
Uma advogada do Governo recrimina a atitude da Globo, e por isso, apareceu só por 5 segundos dando sua opinião e ainda foi questionada. Questionada por quem? Por outro advogado, este que dava razão à Globo. E olhe que engraçado: pela primeira vez na vida eu vejo a Globo não editar um entrevistado! Ele falou por mais de 1 minuto.

Depois do "escândalo - da - concorrente" o Jornal Nacional exibe a continuação da série "A Vinda da Família Real", e o pessoal da edição encaixa mal-feitamente uma referência à imprensa no meio da dita reportagem. Até minha mãe deve ter percebido o nonsense da informação.

Outro fato foi logo após, quando vejo o anúncio da super - sensacional - temporada - de - filmes - que - nunca - serão - exibidos com o escancarado - gay - com - cena - de - nu Brokeback Mountain. Wow!
A Globo acaba de exibir um beijo gay numa minisérie, e agora vai mostrar um filme gay, e ainda por cima dá metade de um bloco pra um julgamentozinho contra a concorrente? Tem coisa errada aí. Acho melhor blogar mais e ver a Globo de menos.

domingo, 9 de março de 2008

Oxumarê

Agi por impulso e fui.
Achei uma experiência única ir em um terreiro de Umbanda, mas não voltaria.
Descobri que meu santo de cabeça é Oxumarê, conhecido por ser um santo dual, que vive metade do ano sendo homem e a outra metade sendo mulher.
Recebi uma benção de uma índia, lavaram meus pés e braços com aguardente (o que acabou com meus planos de tomar um café no Havanna depois que saísse de lá), e ainda colocaram um cordãozinho de palha no meu pulso, o que me irrita bastante, pois odeio pulseiras e afins.
Foi realmente uma experiência única.
Acho válido passarmos por isso uma vez na vida.
Não duvido de nada do que me disseram, afinal, eu realmente sou uma pessoa que sempre viveu na dualidade, de não saber se quer frango ou peixe, branco ou preto, frio ou calor. Oxumarê deve mesmo ser meu santo.
Um Capa-Preta disse que eu deveria investir mais na carreira de fotógrafo, e um Tranca-Rua mandou tomar cuidado com um amigo que me vende anabolizante quando eu resolvi bombar.
O que não gostei é de saber sobre meu futuro. Pessoas, espíritos, entidades me dizendo "what to do" e "what not to do".
Poxa, justo agora?
Hoje em dia eu consigo viver mais tranquilo, deixo a vida me levar literalmente e só tenho colhido coisa boa. Não quero viver na paranóia de seguir tal profissão, abdicar de tal pessoa, ou ver que o grande amor da minha vida está aqui ou acolá.
Foi bom ter visto isto, mas prefiro ficar quietinho no meu canto, seguindo meu instinto, meu próprio destino.
Oxumarê vai me acompanhar nas minhas decisões. Disso ele não precisa ter dúvida.

domingo, 2 de março de 2008

My Lifestyle Guide

Teatro: O Municipal de SP
Cinema: Kinoplex Brascan Itaim
Casa Noturna: Pacha e Vegas
Padaria: Pain et Chocoulat
Café: Cristalo Moema
Restaurante: Capim Santo
Japonês: Sushi Kim
Mexicano: El Mariachi
Italiano: Cantina del Piero (mas gosto muito da polpetaria de um amigo meu chamado Benedetta, é que colocar um item polpetaria é too much)
Pizza: Piola Moema
Doces: Payard
Sorvetes: Stuppendo
Roupa: Colcci e skaters
Bar: qualquer "buteco" bem sujo com mesa de sinuca e homens trabalhadores
Bar-moderninho: Sky e Frey Café
Parque: Ibirapuera
Livraria: Cultura Villa Lobos
Shopping: Ibirapuera

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Amigo: o melhor remédio.

"Em momentos de dúvida ou angústia, nada melhor do que ser ouvido. O problema não se resolve, mas qualquer gesto de solidariedade já é bem-vindo".

Sérgio Ripardo,
comentando a resposta de um leitor em sua coluna na Folha.
(Leiam, porque o texto é ótimo. Eu sofro disso.)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Prenda-me se for capaz

Esta noite sonhei que policiais arrombavam a porta do meu apartamento e me prendiam.
Sonhei que denunciaram que eu fumava maconha e conseguiram um mandato e vieram me buscar.
No meu sonho, eu, mesmo já algemado, perguntava:
- Estão me prendendo porque acharam várias pontas guardadas de cigarros de maconha na minha caixinha-porta-maconha?
- Sim, achamos 7 pontas e aproximadamente R$ 20 de maconha já dechavada.
- Porra, será que não dá pra ver que eu sou um usuário e não um traficante? Se eu fosse mesmo um traficante eu teria quilos disso e não haveriam pontas, né? Será que dá pra ver que isso que você encontrou é pra consumo próprio e sendo assim eu sou apenas usuário e não deveria estar indo preso?
- Você não está sendo prezo, você será encaminhado para uma clínica de reabilitação.
- Mas eu não quero me reabilitar! Eu não quero parar de fumar maconha! Não é vício isso, é necessidade! É diferente! Quando eu não fumava, eu não era feliz! Ee vivia pela opinião dos outros, nem sabia quem eu era! Passei a vida inteira questionando porque tinha que ser tudo tão ruim, sempre! Quando eu comecei a fumar, eu vi que quem fazia minha vida ser ruim era eu, e não os outros. Então pra que se preocupar com a opinião dos outros? Vou seguir a minha! A minha opinião! O meu ponto de vista sobre as coisas, não o ponto de vista dos outros. Vou fazer o que eu quero, gostem de mim, ou não. Quando eu comecei a fumar, passei a olhar as pessoas de um jeito diferente. Vi que todo mundo sempre tem um lado bom. Com isso eu consegui me aproximar dos outros, e deixar de ser uma pessoa solitária, que vivia trancado nos seus próprios problemas, problemas que eu mesmo criei! Eu comecei a amar, comecei a amar tudo. Amar as pessoas, amar meu apartamento, amar meus amigos, amar as ruas do meu bairro, amar um dia de tempo nublado quando você queria um dia de sol. Eu vi que os dias nublados poderiam ser tão interessantes quanto os dias ensolarados, bastava eu querer. E por que eu não quis antes então??? Porque eu não vivia. Porque eu nunca tinha visto a vida com amor, com sentimento, sem máscaras, com carinho, com respeito. De boa... podem me prender se eu estiver errado, mas eu não quero ser reabilitado. Eu não quero voltar a ser infeliz. Eu quero continuar amando. Eu quero continuar vivendo.
E eles me prenderam.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Pela frente ou por trás?

Eu:
as pessoas trabalham do lado de fora da minha janela
Ele:
de repente posso trabalhar do lado de dentro de sua janela
nao sabe qual é minha profissão
Eu:
instalador de tv a cabo?
Ele:
pensei em algo mais sexy
Eu:
acho entregadores de agua bem sexy
se um deles topassem entrar eu até deixava
Ele:
sou mais os de pizza
Eu:
tenho péssimas experiencias com os entregadores de pizza
peguei uma vez um e ele fedia a tomate
broxei total
Ele:
vou fingir fazer uma pergunta indireta
Eu:
finja
Ele:
broxou pela frente ou por traz?
Eu:
sabe q eu naum lembro?
já broxei na frente
já broxei atras
e vc?
broxa mais pela frente ou por tras?
Ele:
so broxo na frente
Eu:
entendi
interessante isso...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Perguntas respondidas

Eu depilei o buço com gilete apenas uma vez,tenho ricos de que os pelos nasçam mais grossos?
estou com medo de q eles possam nascer feios e grossos.mas foi só uma vez...
algumas pessoas me dizem q pode nascer mais muito pouco.queria que vc falasse a verdade e nao zuasse.
Nandinha

Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta
eh só não depilar mais q não tem problema!
Mari ! ;)

Comentário do autor da pergunta:
vc me deu muito apoio nessa hora em q eu estava com medo.
muito obrigada amioga.
bjuss
Nandinha

Brigo comigo mesmo, sim!

Adoro ficar brigando comigo mesmo. Morro de dar risada com as coisas que eu dou bronca em mim mesmo:
"- Menino, você não devia ter puxado papo com o tal de Willy na padaria da esquina.
- Pq não? Vc trepou com ele, ele é maior tipão, surfista, casado, mora na rua de trás do seu prédio, vocês estavam bêbados, qual o problema nisso?
- Qual o problema???
- Oras, você já fez coisas piores!
- Piores? Me diz uma por exemplo?!
- Quando você era pequeno você espiou seu pai tomando banho.
- Oras, todo menino gay tem dessas vontades.
"

Tem?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Números



Eu sou OK pra quase 1000 pessoas.
Levei uma piscadinha de mais de 500.
282 casariam comigo.
Quebrei o coração de 74 caras.
103 têm pensamentos promíscuos comigo.
Já fiz 39 chorarem porque não respondi.
E 19 não gostam de mim. Espero que o motivo também seja porque eu não respondi. Porque se não for..... ah! Eles vão se ver comigo!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Cafona, velho ou observador?

Já estive mais de uma vez em Buenos Aires.
Amo aquele lugar mais do que tudo.
Se tivesse que escolher outro lugar para morar a não ser São Paulo, seria o Rio ou Buenos Aires.
O engraçado é que todas as vezes que fui lá, sempre me recusei a ir em um show de tango.
Sempre achei sem graça, bobo, parado, programa de índio.
Se arrependimento matasse...
Hoje eu quero fazer aula de tango.
Vocês já perceberam como nenhuma dança é igual ao tango?
Tango não é só uma dança, é um jogo.
É a coisa mais sedutora que existe no mundo! Os olhares, os passos, o ritmo, as roupas.
Tô ficando cafona, velho ou observador?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Paixão

Quarta-feira passada eu conheci Paixão.
Paixão Maria Oliveira.
Vende colares, miçangas, brincos de madeira e penas, todos presos em um pano preto numa moldura feita com canos de pvc.
Um dos brincos, era feito de uma pena muito bonita, penas de Galinha d'Angola. Segundo Paixão, aqui em São Paulo, o povo conhece como Galinha D'Angola o que no rio o povo chama de Galinha Pintada, ou em Pernambuco por Guiné. Diz ela que achou isso muito curioso, pois foi uma pessoa que ela também encontrou na rua que a disse. Eu também achei muito curioso.
Paixão é hippie há 10 anos, tem duas filhas e é divorciada. Sustenta a casa sozinha vendendo seus badulaques pela rua, fazendo amizades, tomando cerveja.
É formada em História pela USP, deu aula por 15 anos, e decidiu virar hippie quando um aluno lhe entregou um trabalho escolar feito inteirinho no computador:
"- Aquilo foi demais pra mim, eu vi ali que não era assim que eu tinha imaginado um mundo melhor. Aquilo me fez desistir de tudo."
Hoje, quando sua filha tem um trabalho da escola pra fazer, Paixão a leva até uma biblioteca, e ajuda a folhear livros, ler, descobrir e procurar o que precisa.
Paixão vive uma vida simples, feliz, honesta e com princípios.
Paixão me deu vontade de virar hippie.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Suor

Ai, ai.
Acabei de ter uma transa homérica com um desconhecido que encontrei na net.
Tô suando até agora.
Vou tomar banho.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

- Ah tá, dessa eu lembro...

No telefone:

- Bee, lembra aquele vez que a gente foi na The Week e nós dois pegamos o mesmo cara?
- Hahaha, ai bicha. Como eu vou lembrar disso? A gente já deve ter pego o mesmo cara um zilhão de vezes! Quando a gente não pega o mesmo cara quem se pega é nós duas!
- Hahaha, lôca! Mas é sério, lembra de uma vez específica?
- Não bicha, não lembro.
- Foi um sábado que a gente ficou louca lá.
- Hahahahahahaha, piorou! Todos os sábado a gente fica louca lá! A gente vai lá pra isso, lembra???
- Mas foi uma vez que a gente ficou beeeeeeeeem lôca.

[meio segundo de silêncio]

- Ah tá, dessa eu lembro...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Cozinhando com Hawk

Nunca fume um, e vá cozinhar.
Você esquece as panelas no fogo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Um sentimento de culpa

No msn:

Eu: - Ai bee, que sentimento de culpa terrível!
Amigo: - Que foi? O que aconteceu?
Eu: - Muita culpa! Muita!
Amigo: - O que foi? Ai meu Deus!
Eu: - Olha só meu desespero: são 3 e meia tarde de uma quinta, tem sol, as pessoas trabalham lá fora e eu aqui, fumando um beck de cueca no meu quarto.... Olha que sentimento de culpa!!!
Amigo: - Huahauhauahauahuahauahua...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A hipocrisia da traição

Trair é algo que você não faz sozinho: você trai alguém, com alguém.
E ser traído também é algo que você não faz sozinho: você foi traído por alguém, que já estava com alguém.
E quando você trai duplamente?
Quero dizer, eu traía, mas acabei meu namoro porque estava sendo traído.
Hipócrita isso né?
Aconteceu há dois, desde então estou solteiro.
Descobri que ele me traía depois de 3 anos juntos.
Mas o problema era: eu fiquei sabendo, ele não.
Se ele me traiu duas vezes, eu o traí umas quinhentas.
Difícil eram os dias que eu não o traía com um estranho. Às vezes saía no meio do trabalho, e ia me encontrar com alguém, ou fazer uma putaria em local público, e proibido, pois era mais gostoso.
É o que eu digo: a pior qualidade do homem é a hipocrisia.
Assuma o que faça, e não exija aquilo que você mesmo não pode oferecer.
Tem o lado filho da puta desta história também: quer fazer? Então faça. Só não seja burro e deixe eu descobrir.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Little Miss Sunshine


Demorei pra assistir este filme do qual sempre ouvi falar bem.
Não gosto muito de comédias, mas isto sim é uma comédia!
Não é escrachado, é hiper realista, o jeito com que todas as histórias são contadas nas suas particularidades é muito interessante, o elenco é absurdo, o roteiro inexplicável!
Passou para o TOP1 dos meus filmes.
E olha que Trainspotting, Dancer in the Dark, The Beautiful Thing e Billy Elliot estavam no topo há muito tempo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O conformismo de ser pobre

Olha, não sei se estes pensamentos me farão bem ou mal, só sei que meu jeito de encarar a vida entrou muito diferente em 2008.
Eu tenho questionado coisas que jamais imaginaria um dia tê-las pensado.
Talvez seja o tão falado amadurecimento.
A verdade é que ultimamente tenho dado menos importância pro dinheiro.
Isso pra mim sempre foi uma briga interna, pois sempre me matei de trabalhar não pra ficar rico, mas sim pra ficar milionário. Nunca sonhei em ter uma vidinha boa quando mais velho, com meu carro, casa, viagens. Sempre sonhei em morar numa cobertura, conhecer o mundo todo, ter um puta carro, ter meu nome nos jornais.
E dessa forma, acho que passei meus últimos 10 anos assim, vivendo numa correria sem fim em busca do dinheiro.
Trabalho, estudos, faculdades, contas, compras, trabalho, trabalho, trabalho.
Foi isso que vivi nos últimos 10 anos.
Não me lembrava da última vez que eu deitava a cabeça no travesseiro e pudesse dizer: estou tranquilo. Não tenho dívidas, meu salário dá e sobra, não tô precisando de comprar nada, não deveria estar trabalhando ao invés de descansar...
Enfim, trabalhava horas a fio, varava noites, pra depois gastar as horas de descanso me jogando em baladas, compras, e mais trabalho, pra pagar contas que nunca acabam, só crescem, porque quando elas estão acabando eu vou lá e faço contas ainda maiores.
Hoje já não sou a mesma coisa.
Sim, é recente essa mudança, mas sinto que se tornará intrínsceca da minha personalidade, um paradigma de vida.
Parece que 2008 vinha sendo preparado há anos pra se tornar "o ano mais importante da minha vida".
Eu até senti isso no final de 2007. Tudo estava uma merda, mas no meio de Dezembro, tudo começou a caminhar, como se Deus preparasse o terreno pra entrada do maravilhoso 2008.
Eu sinto que mudei nesse ano.
Hoje trabalho até menos do que deveria e aproveito mais eu mesmo.
Dívidas? Ixi, tenho de monte ainda. Mas não tô vivendo só pra elas. Tudo se acerta no final. Hoje vejo que elas podem acabar realmente. É só eu não fazer novas dívidas. Não preciso gastar tanto, por exemplo, em camisetas, em cuecas, em baladas, em drogas.
Gasto mais em coisas pra mim, e que revertem em mais calma, mais cabeça pra pensar, e me deixam mais próximos de ser alguém melhor. Comprei mais livros, vi mais filmes, li mais revistas, além de ter passeado mais, visto mais gente, entender mais as pessoas, olhado para mais coisas que eu não olhava antes.
Essa sensação, tomara, seja boa pra mim, pois por outro lado, posso apenas estar virando um acomodado de mão cheia.
E se estiver?
Qual o problema nisso?
Eu posso ser feliz assim.
Posso ser feliz sem ter a minha cobertura, sem ter meu carro de luxo.
Poderei aproveitar mais de mim mesmo, aproveitar mais dessa coisa tão boa que eu não conhecia, chamada "tempo livre".
Eu olho hoje pra trás e vejo: caralho, será que eu fiz tudo errado?
O que eu tenho hoje?
Nada!
Não tenho carro, alugo um apto, não tenho minha empresa, não tenho dinheiro guardado, não viajei, pago um monte de conta. Ah, eu tenho meu apartamento todinho mobiliado e decorado. É isso! Eu tenho um bem. Meus móveis e eletrodomésticos são um bem.
Ora... não me diga que você nunca viu um adolescente ao ser questionado o que ele pensa pro futuro dizer:
- Eu sonho um dia em ter todos meus móveis e eletrodomésticos.... Serei uma pessoa realizada.
Que merda...
É... realmente fiz tudo errado.
Ou não, como diria Caetano.
Talvez tudo que eu batalhei até hoje foi só mesmo pra comprar móveis e eletrodomésticos, e que muitas pessoas nem isso conseguiram, e que eu terei ainda que batalhar muito mais pra ter meu apto, uma poupança, um carro, viajar e fazer um monte de coisas...
Caramba.
Será que compensa mesmo?
Talvez eu não seria mais feliz trabalhando num empreguinho tranquilo, que não pagasse tanto, mas não me desse dor de cabeça, e que o pouco que eu ganhasse fosse suficiente pra eu me vestir, comer, e me divertir? E outra, talvez, se fosse assim, teria até sobrado grana pra eu já ter meu carro, ou até poderia estar dando entrada no meu apto.

E como eu conseguiria ter tido tudo isso?

Era só não ter vivido em função do dinheiro.
Era só não ter planejado meus dias em função do quanto ganharia no fim do mês.

Era só eu ter gostado mais de conviver comigo mesmo.
Eu teria sido um pobre muito feliz.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Up and Down

Minha auto-estima varia mais do que meu saldo bancário.
Tem horas que tá lá em cima.
Tem horas que tá lá embaixo.
Às vezes vou pra balada e pego uns caras que até eu desacredito. Quando isso acontece, certamente é porque estou acreditando mais no potencial e invisto em quem realmente eu quero.
Por outro lado, tem vezes que cato uns bagulhos que até meus amigos vêm me dar os parabéns pela coragem. Na maioria das vezes eu não cato bagulhos. Porque se estou com auto-estima lá embaixo, nem pra catar bagulho eu sirvo. Fico achando que ninguém olha pra mim e por isso acabo não olhando pra ninguém.
Não sei se isso é problema, porque a coisa que eu mais odeio é gente que se acha a última bolacha do pacote, mas sei lá, acho que ser confiante nunca é ruim.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Esqueci

Eu abri o blog.
Isso dá maior trabalho.
Entrei, coloquei meu login e senha, acertei (acertei!!! notem como acertar foi difícil pra mim), pra vir escrever algo.
E acreditem?
Eu esqueci o que era.
Assim, simplesmente, esqueci.
Agora tô aqui enxendo linguiça.
Só pra falar que eu fumei um e entrei aqui. Pra escrever. Algo. Algo que eu não lembro!
Não é de matar?

Ai que demora pra escrever tudo isso..

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Cariocas e o sexo

Cariocas são fascinantes, no mínimo.
É outro país dentro do Brasil.
Tudo no Rio de Janeiro funciona de uma maneira única: a maneira carioca.
O trânsito não tem regras e mesmo assim São Paulo tem mais acidentes.
Não existe lugar rico e lugar pobre no Rio.
Em São Paulo, é perfeitamente cabível encontrar pessoas que nunca passaram próximas de uma favela. No Rio, os bairros mais nobres convivem com favelas nas sacadas de seus luxuosos apartamentos.
E a geografia daquele lugar?
Até hoje eu não entendo como a Tijuca pode ter uma Barra sendo que pra mim parecem tão distantes uma da outra.
Carioca é barraqueiro. Isto é inegável. Dá escândalo onde quer que esteja. Principalmente o pessoal do morro.
Toda vez que vou pra lá, passo horas vendo algum barraco, como um expectador fanático assistindo BBB.
Mas pra mim, nada é mais intrigante do que a relação carioca com o sexo.
Aquela cidade cheira a sexo! (e a urina e creolina tb, ok)
Todo mundo anda semi-nu na rua, coisas que só acontecem em cidades mais praianas, mas no Rio é excessivo. Há algo na libido dos cariocas que está em um nível acima comparado às demais cidades litorâneas. É um verdadeiro Wild On anytime.
Por isso, concluo que, qualquer carioca, topa qualquer tipo de sexo.
Em miúdos, qualquer homem carioca trepa numa boa com outro homem.
Carioca quer sexo.
Carioca é sexo.
Independente do sexo.

sábado, 5 de janeiro de 2008

My own Party Monster

Cara, cada vez tô mais de saco cheio de balada.
Pode parecer piada, vindo de mim, que saio todo fim de semana, mas uma coisa é verdade: tenho saído muito menos do que saía antes.
E por que?
Porque tô mesmo de saco cheio de balada.
Sempre as mesmas pessoas.
Sempre os mesmos lugares.
A música nunca é a mesma, digamos. O estilo sim, pois só vou em balada que toca o som que eu gosto, no caso, um house mais pesado, estilo tribal, dark, e progressivo (Aliás, acho este ainda é o único motivo que ainda me tem feito ir pra balada: ouvir as novidades de música pra eu baixar em casa).
Quando você é apenas mais um baladeiro, uma pessoa que sai todo fim de semana, bebe, beija, encontra amigos, dança, tudo fica muito menos enjoativo.
Mas quando você é alguém como eu, tudo se torna repetitivo, ensaiado, sempre o mesmo.
Você deve perguntar: "como assim alguém como eu?"
Bom, digamos que eu conheci as pessoas certas (ou erradas) na hora certa (ou errada).
Conheci muita gente popular do meio gay de são paulo, que abriram portas de muitas coisas. Não posso negar que até portas de trabalho foram abertas, mas a maioria foi mesmo de baladas.
São pouquíssimas as baladas gays que eu pago pra entrar. Conheço os donos pessoalmente, todos os promoters, todas as pessoas que de alguma forma viraram "referência" na noite gay paulistana. Custo aceitar isso, mas acabei virando uma certa referência também.
As pessoas sabem meu nome, ou já ouviram falar de mim de alguma forma.
E quando você chega na balada, sendo o que me tornei, você sempre encontra centenas de pessoas que conhece, e saí naquela função horrível e metódica de comprimentar todo mundo. Isso até me lembra uma cena de Party Monster, um filme que mostra o nascimento da cultura clubber nos Estados Unidos, onde Michael Alig, Macaulyn Culkin, aprende de James como ser fabuloso, como chegar na noite e ser alguém, comprimentar, olhar, circular, ser visto, ser fotografado. Tem até um guia aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Party_Monster
E isso é chato!
Você não consegue ter paz na balada! Não consegue curtir!
Eu não consigo mais curtir minha vibe. Se tomo uma bala, não consigo dançar, porque toda hora vem alguém te comprimentar, ou perguntar se você sabe onde está alguém, ou o que você tomou, ou se você sabe quem tem alguma coisa pra vender...
O pior de tudo tem sido os "amigos joão-bobo". Aqueles que caem em toda balada.
Sábado agora foi assim. Era aniversário de um amigo que adoro, e ele quis comemorar no sábado a noite e depois emendar num after no domingo de manhã. Passei a balada toda cuidando mais de amigos do que me divertindo.
Um ficou 3 horas na enfermaria. Tomou GHB demais. Ficava gritando de tesão, e mais ou menos parecido com esse aqui: http://www.youtube.com/watch?v=cQ1YkUCQ1mI
Depois outro amigo passa mal. Mesma coisa, GHB. Acabou até me beijando.
Depois, já no after, mais um fica caindo no meio da pista. Tentava levar ele pra sentar mas ele não queria. Ele queria ficar ali, do meu lado, caindo no meio da pista, acabando com minha noite.
Essas e outras coisas tem me feito pensar muito mesmo se tá valendo a pena ir pra balada. Cada vez menos eu quero, e toda vez que vou, volto arrependido, com a certeza de que era melhor ter ficado em casa, fumando um, assistindo um filme.